Resenha – Psicose

PsicoseTítulo: Psicose
Título Original: Psycho
Autor(a): Robert Bloch
Editora: Darkside Books
Ano: 2013
Páginas: 237
Sinopse: Psicose conta a história de Marion Crane, que foge após roubar o dinheiro que foi confiado a ela depositar num banco. Ela então vai parar no Bates Motel, cujo proprietário é Norman Bates, um homem atormentado por sua mãe controladora.


Postado Por: Yuri Hollanda
É difícil encontrar uma pessoa que nunca tenha ouvido falar no clássico cinematográfica Psicose, dirigido pelo (por muitos considerados) pai do cinema, Hitchcock.
O que é raro encontrar são pessoas que já leram a obra original, um livro extremamente bem escrito e criativo que deu vida ao clássico do terror, e desencadeou muitas, mas muitas famosas histórias de terror que podem ser vistas hoje em dia.

Escrito por Robert Bloch em 1959, Psicose narra os acontecimentos do pacato Motel Bates, onde um homem de 40 anos chamado Norman Bates (sim, no livro ele tem 40 anos) é atormentado pela sua mãe (se é que se pode dizer atormentado).
Para os que não sabem, esse livro tem um final tão chocante que após Hitchcock resolver fazer a adaptação para o cinema, ele comprou todos os exemplares disponíveis da obra e trancafiou-lhes para que ninguém soubesse do final e a surpresa do filme não fosse estragada. Talvez por isso, a autonomia de Bloch tenha se esvaído, deixando assim a impressão de que Hitchcock criou Psicose.

Pois bem, falando do livro, na nova tradução e edição (incrível) da Darkside Books, é extremamente delicioso de se ler, contando fato após fato numa narrativa que parece não ter cortes, e quando você percebe já está lendo mais da metade do livro num só fôlego.
Ritmo rapido, e como todo bom conto de terror, continua te dando medo mesmo após você já saber a história.

A forma como Robert Bloch puxa o leitor para dentro da mente perturbada de Norman Bates é incrível! Em meio a todos esses enigmas, o leitor vai descobrindo e desvendando os mistérios que rondam a família Bates, e ainda passa um nervoso daqueles!

Finalizando, a escrita de Robert Bloch me encantou muito, não sei se é por causa da tradução mais atual, mas garanto que a tradução não interfere, porque o trabalho de um tradutor é justamente fazer outros públicos lerem ser tirar a essência da escrita original. E partindo desse raciocínio, confesso que fiquei realmente satisfeito com a escrita de Bloch. Com simplicidade, ele descreve e nos leva pelos caminhos sinuosos e sombrios da mente de Norman Bates, até que chegamos ao desfecho mais incrível de um livro de terror que qualquer um pode ler na vida.

Sombrio, aterrorizante e perturbador. Tudo que uma pessoa procura num livro de terror, tem em Psicose.

Nota: 9/10

“Todos nós somos um pouco loucos de vez em quando…”

PS 1: Desculpem Hitchcock, e produção, mas o livro continua melhor que o filme.
PS 2: sinto-me na obrigação de parabenizar a editora Darkside pelas incríveis edições, inclusive essa de Psicose.

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