Resenha – Millennium: A Rainha do Castelo de Ar – Livro 3

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Título: A Rainha do Castelo de Ar
Título Original: Luftslottet som sprängdes
Autor(a): Stieg Larsson
Editora: Compainha das Letras
Ano: 2009
Páginas: 685
Sinopse: Último volume da trilogia Millennium, A Rainha do Castelo de Ar reúne os melhores ingredientes da série: um enredo de tirar o fôlego, personagens que ficam gravados na imaginação do leitor e surpresas que se acumulam a cada página.
Mikael Blomkvist está furioso. Furioso com o serviço secreto russo, que, para proteger um assassino, internou Lisbeth Salander – na época com apenas doze anos – num hospital psiquiátrico e depois deu um jeito de declará-la incapaz. Furioso com a polícia que agora quer indiciar Lisbeth por uma série de crimes que ela não cometeu. Furioso com a imprensa, que se compraz em pintar a moça como uma psicopata e lésbica satânica. Furioso com a promotoria pública, que pretende pedir que ela seja internada de novo, desta vez – ao que parece – para sempre.
Enquanto Lisbeth recupera-se, num hospital, de ferimentos que quase lhe tiraram a vida, Mikael procura conduzir uma investigação paralela que prove a inocência de sua amiga. Mas a jovem não fica parada, e muito mais do que uma chance para defender-se, ela quer uma oportunidade para dar o troco. Com a ajuda de Mikael, Lisbeth está muito perto de desmantelar um plano sórdido que durante anos articulou nos subterrâneos do Estado sueco, um complô em cujo centro está o pai dela, um perigoso espião russo que ela já tentou matar. Duas vezes.


Postado Por: Yuri Hollanda
O terceiro livro da série Millennium não é o que todos esperam quando acabam de ler o segundo volume eletrizante da série, A Menina que Brincava com Fogo.
Em A Rainha do Castelo de Ar, Stieg Larsson me surpreendeu de modo negativo quando tratou a sua narrativa agitada, que sempre fora a minha grande admiração pela série, de modo cansativo e maçante.
Entendo que os personagens se encontravam em uma situação que precisava dessa narrativa cansativa, ou remota, mas nos outros dois volumes sempre que estava cansativo ele vinha com uma bomba. E infelizmente, nesse volume não acontece isso. O que é uma pena, porque a série teria, inicialmente, dez livros, porém Stieg faleceu e a mulher dele (que o ajudava a escrever) não conseguiu pegar os direitos dos livros e a série acabou, até hoje, por aí.

Um dos grandes problemas do terceiro volume de Millennium é a quantidade e a rapidez que Stieg lança nomes e personagens na sua cabeça. Ele segue a mesma fórmula de sempre, de introduzir um personagem do nada, contar sua história brevemente, e depois usá-lo com algo importante da história, e você fica totalmente perdido.
Os personagens continuam a nos deixar apegados a eles, mas o maior atrativo da série não faz muita coisa: Lisbeth Salander fica a maior parte do livro inválida à narrativa, e ela é quase que totalmente tomada pelos atos de Mikael Blonkvist. Isso prejudica e muito o livro.

Ao assistir a um vlog literário que eu gosto muito no youtube, fiquei sabendo que Mario Vargas Llosa fez um comentário sobre Millennium que expressa totalmente minha opinião sobre a série:
“É possível um romance ser falho e excepcional ao mesmo tempo? A resposta é: sim, na verdade é possível. Os romances de Stieg Larsson não são notavelmente bem escritos, e sua estrutura está longe de ser perfeita. Mas tais observações são irrelevantes porque há algo mais em ação. Uma espécie de força narrativa primitiva atraindo o leitor para todas essas histórias intangentes, inesperadas e sedutoras. A pessoa lê, por ler, porque quer mesmo é que o livro nunca chegue ao fim”.

Nunca vi um comentário tão sucinto quanto esse para essa série. É exatamente assim. Não achei o primeiro nem o segundo livro tão mal escritos quanto dizem, mas o terceiro sim. Talvez pela tradução que muitos reclamam, que parece ter sido feita de última hora. Pra mim foi extremamente entediante ler esse último volume dessa série que até então era tão boa, mas é como disseram: não conseguia largar. Não dá pra largar Millennium. É uma série fantástica, apesar dos pesares.

Fiquei satisfeito com o final interrompido, e não posso dizer que poderia ter sido melhor, afinal o autor não previra a sua morte. Mas para uma interrupção de uma série que duraria outros sete livros, é satisfatório.

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