Especial Harry Potter: Enigma do Príncipe

Harry Potter and The Half-Blood Prince 9 Postado por: Yuri Hollanda A sexta aventura da saga Harry Potter intitulada Enigma do Príncipe, está presente em um dos melhores livros da saga. Reli há uma semana para poder escrever esse especial e eu percebi que eu tinha esquecido o quanto esse livro é tão infinitamente melhor do que o filme. Quando vi o filme pela primeira vez, não lembro de ter ficado tão decepcionado como estou agora. O filme basicamente foi redimensionado amplamente em uma mísera comédia romântica ignorando o foco da obra original: o passado do bruxo mais terrível de todos os tempos, Lord Voldemort. Para começo de conversa, eu sou, acredito, um dos poucos fãs de Potter que acha que a conversa entre O Ministro da Magia e o Ministro de Londres fez muita falta no filme. É o capítulo em que temos uma confirmação de que o mundo dos bruxos está em caos, e que as forças das trevas estão invadindo não só o mundo deles, como o dos trouxas. Mas a abertura do filme é inegavelmente incrível, com aquela fumaça preta dos comensais quebrando tudo, e passando do mundo real para o mundo bruxo, destruindo ambos. Só que… há algo na conversa dos dois ministros que me passou a sensação real de perigo que não há nessa abertura. Quero dizer, no livro é descrito que o ministro da magia só se apresenta para o ministro dos trouxas em situações de extrema importância, quando o mundo está em alerta. Nesse capítulo em especial é mostrado como o mundo Bruxo está lidando com a volta iminente de Voldemort, e o mundo dos trouxas com Comensais da Morte destruindo pontes e Dementadores.

“O pulso do Primeiro Ministro [trouxa] acelerou só de pensar nessas acusaçãos […] Como é que o seu governo poderia ter impedido aquela ponte de ruir? “Uma sensação de perigo se poderou do país”, concluíra seu adversário, ocultando a custo um largo sorriso. O povo realmente parecia mais infeliz do que de costume. Até o tempo estava lúgubre. toda essa névoa gélida em pleno verão… não era certo, não era normal.”

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O voto perpétuo do filme. Igualzinho ao livro.

Em seguida desse capítulo incrível de diálogo, temos o capítulo do famoso Voto Perpétuo . Não tenho o que reclamar dessa parte no filme. Ela é extremamente fiel, e até melhor eu diria. As outras mudanças de obra para obra são drásticas, e há pontos no filme que você fica realmente indignado. A pergunta que, garanto, muitos fãs se fizeram quando viram o filme foi: Como tiveram coragem de reduzir as incríveis lembranças presentes no livro a miseráveis DUAS SEQUÊNCIAS no filme? É algo inacreditável… simplesmente picotaram todo o material “importante” do livro e colocaram como algo coadjuvante, focando principalmente no que deveria ser o segundo plot: o romance! Não que o romance não esteja presente no livro, o que me deixa indignado foi a coragem que tiveram de excluir lembranças que seriam fundamentais para a história. A que mais choca, é a lembrança em que Harry e Dumbledore visitam a mansão dos Gaunt, os avós de Tom Riddle, e contam a história de seus pais, Mérope e Tom. Para os que não sabem, em grande resumo, Lord Voldemort abandonou seu nome pela repulsa que tinha pelo fato de seu pai, Tom Riddle, ser trouxa. Sua mãe, Mérope Gaunt, se apaixonou pelo jovem Tom Riddle em meio a uma vida difícil, onde era maltratada por seu pai por ser considerada um “abordo” (que nas circunstâncias ‘Potter’, significa ser filha de bruxos, porém sem habilidades mágicas). O que há aí é uma história de romance proibido onde o moço não repara na donzela apaixonada. Porém, o relacionamento entre Tom Riddle e Mérope tornou-se real por algumas interferências do tempo: O filho de Gaunt, Morfino, foi preso após usar magia quando não tinha idade, e junto com ele, seu pai. Então Mérope, agora livre dos maltratos de seu pai, fez uma poção do amor para que Tom Riddle criasse esse grande “afeto” por ela que a porção do amor é capaz de criar. Do fruto desse relacionamento, nasceu Tom Riddle, que foi deixado pela mãe em um orfanato de trouxas, depois que a mesma foi abandonada por Tom Riddle quando ele ficou livre do efeito da poção. A jovem Mérope morreu no parto de Tom. Depois desse grande resumo, não é de chocar a calamidade que foi a exclusão dessa história? Ela é fundamental para entendermos o porque Voldemort não ama (já que foi fruto de um relacionamento falso), o porque ele odeia trouxas, o porque teve uma infância amargurada, onde descontava sua magia em ascensão, que não estava conseguindo controlar, em incidentes com crianças trouxas (que é contado no livro, e que também foi escondido no filme).

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Mérope grávida de Tom Riddle (que está lá atrás, em seu cavalo).

Enfim, é de extremo mau gosto retirar tudo isso de uma adaptação cujo livro foca nisso. Ouso dizer que se uma adaptação não tivesse como vantagem os meios cinematográficos para incrementarem a história, e não dependessem de uma boa adaptação, os filmes de Harry Potter seriam uma vergonha. Porque, convenhamos, eles não são grandes exemplos de ADAPTAÇÃO no sentido literal da palavra. E claro, como já disse no especial de Prisioneiro, compreendo o fato de que existem coisas nos livros, que não funcionam nos filmes. Mas os filmes de Potter tem esse poder de excluir pontos fundamentais. Não há motivo para terem cortado as cenas de lembranças. Não foi por orçamento, não foi para melhorar. E no lugar disso, encheram com romances e histórias não importantes, e cenas adicionadas sem pretensão. Ficaria menos chateado se o romance nesse filme fosse algo melhor. Quero dizer, o primeiro beijo Harry/Gina é uma mancha que está presente na cinematografia ‘Potter’. É um lixo de beijo, uma coisa totalmente sem graça, quando no livro é a uma coisa calorosa, empolgante! Porque diabos deram mais importância ao beijo Rony/Lilá? (que na verdade acontecem nas situações inversas. Quando a Grifinória ganha da Corvinal, Harry beija Gina em meio a festança na sala comunal, e não Rony e Lilá. Os dois já estão juntos a muito tempo, e nem J.K Rowling dá importância a esse romance a não ser para enfatizar o ciúme de Hermione).

tumblr_mqheg2d0mi1s6l894o1_500 No gif abaixo, vou pedir para imaginarem Harry e Gina se beijando no lugar de Rony e Lilá. E no lugar de Hermione saindo da sala chorando, Rony fazendo cara de estupefato e em seguida uma expressão de “Se não tem jeito…” consumando o relacionamento da irmã, e do melhor amigo, como é no livro.

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O plot Malfoy foi uma das coisas que me deixaram realmente satisfeito no filme. Quero dizer, no livro Harry mostra muito mais desconfiança do que no filme (até demais, em alguns pontos chega a ficar chato o quanto Harry persegue e fica extremamente obcecado por Malfoy, o próprio Harry percebe isso). Uma coisa interessante no filme, é que mostra o ponto de vista de Malfoy, o que resume e muito as explicações que o personagem dá no livro no seu desfecho. O filme mostra simultaneamente Malfoy tentando concetar o armário sumidouro, com cenas muito boas…

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A cena do SECTUMSEMPRA, é fantástica no livro e no filme, mas ainda prefiro a do livro. Ela é mais violenta, descreve bem como o feitiço atinge o adversário, como facas invisíveis adentrando e rasgando a pela para baixo, enquanto sangue espirra de sua pele. No filme o sangue é algo escondido. Compreendo a ação para poderem classificá-lo para 12 anos.

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O clímax do filme/livro, como todos sabem, é a conhecida caverna onde Dumbledore e Harry vão para pegar a Horcruxes de Voldemort. Cena incrível, porém deletou o acontecimento mais importante: Dumbledore tendo alucinações com a morte de sua irmã, Ariana, e se culpando por isso. Relevando isso, efeitos maravilhosos fazem da cena perdoável.

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Em Enigma do Príncipe também ocorre uma das mortes mais terríveis de todas. Quem esperaria que Alvo Dumbledore, a fortaleza de Harry, a fortaleza de Hogwarts, o ponto seguro do mundo bruxo, o homem que passava mais segurança de todos morreria, e pelas mãos do homem em que, até então, todos não tinham certeza do seu lado: Severo Snape. tumblr_mqaldddvpa1r1ybxbo7_500 A intenção de J.K Rowling de enganar o leitor está lá, está presente no capítulo da morte de Dumbledore, onde ela descreve, no “Severo… por favor” pronunciado por Dumbledore que é a primeira vez que o professor implora para alguém, mostrando sua desilusão com o professor que Dumbledore sempre disse a todos que confiava infinitamente. Claro que a lealdade de Severo Snape é exposta claramente em Relíquias da Morte, e fica claro que o professor era um espião e um homem devoto a Dumbledore. Mas eu não consigo imaginar a agonia e a relutância dos fãs em acreditarem, quando leram Enigma do Príncipe pela primeira vez, que Harry esteve, até então, certo o tempo todo sobre Snape e que ele na verdade nunca deixou de ser um comensal da morte. Leves coisas foram alteradas na cena da morte de Dumbledore. O diálogo entre Draco e Dumbledore continua o mesmo na essência, e os irmãos Carrow foram substituídos por Bellatriz, que não está presente na cena. No livro Harry está sob o feitiço Petrificus Totalus e escondido em baixo da capa, o que torna tudo mais emocionante já que o personagem vê tudo de perto e não consegue fazer nada para impedir o acontecimento.

tumblr_mq8rqgp75t1s2a0meo1_500 Lembro da minha incredulidade quando me deparei com esse desfecho… simplesmente não parecia possível a morte de um personagem tão forte quanto Dumbledore. Nem mesmo Harry parece acreditar na morte até o enterro do professor, um dos capítulos mais bonitos de toda a série e que foi cortado (para variar) no filme. Isso é outra coisa que não me deixa conformado. E ainda, o fato de saberem que gravaram a cena e não liberaram nem mesmo em vídeos especiais, me chateia muito.

Finalizando, gosto das duas obras, mas infinitamente mais da obra original. Pelos motivos acima, não dá pra se conformar com o quesito adaptação. Mas não deixa de ser uma bela experiência cinematográfica. Como filme, ele é incrível. Aquele final é o meu favorito, com o Trio reunido onde Dumbledore morreu e a maravilhosa frase de Hermione:

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“Você precisa da gente, Harry”

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