Crítica – Wolverine: Imortal

20130726-020359.jpgPostado por: Fernando Antônio

Sinopse:
Esta aventura épica cheia de ação leva Wolverine, o mais icônico personagem dentro do universo X-men, ao Japão moderno. Em um mundo desconhecido ele enfrenta seu nêmesis definitivo e uma batalha de vida ou morte que o deixará marcado para sempre. Vulnerável pela primeira vez, pressionado até o limite, ele confronta não apenas o mortal aço samurai, mas sua própria imortalidade, que emerge mais forte do que ele jamais viu.

Se você espera um filme grandioso e épico de Wolverine (Hugh Jackman) esse não vai ser o filme que você está esperando. Wolverine – Imortal consegue ser a história de herói mais normal do ano (até agora). Sem tentar fugir de ser um filme de super herói como Batman ou tentar ser o megalomaníaco homem de aço. (James) Mangold com sua competência consegue tornar o Wolverine em um humano.

Se me perguntassem o que eu achava do Wolverine nos cinemas eu iria dizer que ele estava saturado. A imagem do herói andava cansada e parecia fadada a mesmísse, mas ao fugir de uma Origem que já foi muito discutida nos anteriores e utilizar o personagem que vimos no fim de x-men 3 (também graças ao Japão) o personagem conseguiu se reinventar. O Japão foi uma escolha certa para ambientar o filme, tive medo que ele virasse um “electra” cheio de orientais falando inglês e agindo como macacos, mas felizmente me enganei.

Jackman volta como Wolverine pela sexta vez nos cinemas. O ator continua muito bem na pele do personagem e agora recebeu mais desafios que antes, após perder seus poderes de cura Jackman teve de mostrar um novo lado do personagem (com a ajuda da edição sonora) que passa a sofrer com dores constantes, dores que não são só externas, o personagem começa o filme emocionalmente abalado mendigando pelas montanhas do Canadá como e ainda sofrendo com a morte de sua amada Jean Gray.

Os cenários do Japão (e Canadá bem ao estilo Os Miseráveis) ajudaram a criar uma “aura” bem diferenciada para o filme. Mesmo mantendo o estilo os filmes anteriores na questão visual, Mangold dirige incríveis cenas de perseguição e ação, utilizando de uma câmera tremida (ao ponto) que com a ótima coreografia de luta e usando ângulos inteligentes consegue fazer um Wolverine bem mais violento que na saga X-Men sem precisar colocar rios de sangues que aumentariam a Classificação (mas não chorem {por isso..} James Mangold já prometeu uma edição +18 sangrenta do filme pra DVD/Bluray.)

Tem sangue? Tem! Mas só um pouco. Ao sacrificar o nome “X-Men” do título, Wolverine conseguiu viver num mundo mais normal (se você considerar ninjas algo normal rs) e isso inclui um mundo em que as pessoas sangram (okay já percebi que foquei bastante nisso do sangue), com apenas três mutantes o filme não tentou perder tempo “populando” o ambiente com efeitos e easter eggs, aliais, existe um muito bom que é a principal ligação entre X-Men o confronto final e Imortal com uma boa dose de Famke Janssen a Jean Grey. A também referência rápida de X-Men Origens: Wolverine, que não foi o melhor filme dos mutantes, mas é bom saber que ouve uma preocupação em retomar com o personagem já bem montado nos outros filmes e evitando perda de tempo com mais apresentações.

O elenco de apoio (quase todo japonês) é bem aceitável, Yukio (Rila Fukoshima) é aqui a nova protegida do Logan, ou seria o oposto, me lembrou (não fisicamente) o papel da Vampira (Anna Paquim) dos filmes originais em que a personagem era como uma irmã mais nova do Logan. Além disso ela que introduz Logan ao mundo japonês. Já o novo interesse romântico do Wolverine é Mariko, ela não é uma substituta da Jean ou da Kayla dos filmes anteriores, Mariko é bem diferente das outras. A atriz Tao Oakomoto é meio inexpressiva, mas cumpre seu papel com decência, consegue ter química e ao mesmo tempo contrastar culturalmente e psicologicamente com o personagem do Jackman.

Os problemas do filme são os vilões, quando um americano faz um filme japonês você espera que os personagens Japoneses é que sejam caricatos, aqui as coisas se inverte, Viper, a mutante imune a venenos e Americana é extremamente caricata, só de olhar pra ela você já consegue traçar a personalidade/objetivo da personagem pelo resto de todo o filme, uma versão da personagem da Alison Doody em Indiana Jones: A Ultima Cruzada, só que clichê! por já ser uma reviravolta comum e reutilizada nos últimos 30 anos. O Samurai de Prata marca presença no filme de uma forma diferente da original. Como nunca fui fã do Wolverine dos quadrinhos não posso julgar muito a adaptação em si, mas sim falar se funcionou ou não no filme… e meio que não foi horrível, mas foi o maior problema do filme. Tudo relacionado a ele é obvio, clichê e repetitivo. Vilões robóticos já não são novidade desde homem de ferro e já se tornaram enjoativos. A cena de ação é boa, mas desandou com a história.

Por fim, devo comentar que o filme é bem solo, com começo, meio e fim. Sem cliffhanger na história central, como teve em X-Man 2/First Class e Origens: Wolverine. Mas só se vocês ignorar a cena pós créditos! Que deve ser uma das mais legais dos filmes de herois! deixando um buraco enorme a ser preenchido por X-Men Dias de Um Futuro Esquecido. Se você quiser ver um filme com uma boa história, ótimas cenas de ação com direito e Ninjas pulando pelos tetos ou uma “homenagem” bem indireta a Homem Aranha 2 com uma luta a 480km em cima de um trem bala… Wolverine – Imortal pode e deve te surpreender! Esse ainda não é o Wolverine que todos queriam ver nos cinemas, mas até que ponto isso deve ser o que define o filme?

Nota: 9/10

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