REVIEW: Bates Motel – “What’s Wrong With Norman?”: S01E03

50399Postado por: Yuri Hollanda

Sinopse:

Dylan descobre que há mais em seu novo emprego do que ele pensava. Emma e Norman fazem uma descoberta chocante.

Com um ritmo mais lento do que os dois anteriores, o episódio três de Bates Motel surpreende com o final eletrizante, e com o suspense a flor da pele. Freddie Highmore tem oportunidade de evoluir no papel, e não é que prova que é bom? Max Thieriot (Dylan Bates) não tem uma atuação muito boa, continua no mesmo nível do que a do episódio anterior, e Vera Farmiga têm sua personagem mais aprofundada, e novos desafios lhe são impostos.

No episódio anterior de Bates Motel, somos informados que há uma plantação de maconha escondida na cidade. A revelação desse, é de que Dylan Bates, filho de Norma, está trabalhando secretamente protegendo essa plantação junto com os donos da mesma. O interessante desse plot,é que durante uma conversa entre Dylan e um dos seus parceiros da guarnição da maconha, Dylan é informado (de forma não muito clara) de que o que sustenta a cidade é aquela plantação. Isso me faz lembrar alguns roteiros batidos, de cidadezinhas que aparentemente são inofensivas, mas que por trás da fachada, esconde um segredo podre. Mas isso, se bem desenvolvido, pode nos dar um grande roteiro.
O episódio é mais voltado para o triângulo amoroso se formando entre Emma, Norman e Bradley. Emma, atormentada com a revelação do caso das Japonesas molestadas ser real quando encontram a cabana na floresta (leia a review do episódio dois para mais informações), se declara para Norman, e diz que ficou surpresa com a revelação, já que estava usando essa investigação para sair com Norman. Em reação a isso, Norman surta com Emma, o que já nos dá um vislumbre do assassino em série escondido em Norman Bates.
Dentro da sala temos a cena que nos mostra realmente o caminho que a série vai levar. Norman, durante uma prova, imagina a professora sendo molestada por ele e gemendo seu nome. Em decorrência disso, desmaia na sala e é levado para o hospital, onde podemos perceber a obsessão de Norma em relação ao filho mais uma vez. Ela não desgruda dele um minuto!
Durante um minuto de ausência da mãe no hospital, Norman recebe a visita de Bradley. Tem-se uma cena melosa de romantismo adolescente, na qual Bradley se senta na cama de hospital com Norman, e juntos, os dois assistem a um filme antigo. Se segue um minuto de suspense quando Norma retorna ao hospital, achamos que flagrará Bradley com Norman na cama, mas Bradley não está mais lá, ela já havia saído. Interessante os diretores fazerem esse esquema de filmagem e trilha sonora numa cena como essa. Reforça a hipótese de abuso sexual que Norman teria sofrido da mãe, e nós faz imaginar que reação teria Norma caso pegasse o filho com uma menina. Já foi suficientemente estranho ver no episódio anterior Emma sendo interrogada por Norma pelo simples fato dela ter ido fazer um trabalho com Norman em sua casa.
Mais tarde, descobrimos que Norman guardou o cinto de Keith (o homem que ele e a mãe mataram) e que quando retornou à casa, ele não estava mais em baixo da cama, onde havia guardado. Somos informados, então, que a polícia esteve na casa dos Bates, e que Norma não sabia que Norman tinha guardado o sinto. Norman confessa a mãe, e ela fica estupefata e pergunta porque o filho faria isso. Norman chora, e diz que não sabe o porque. Um momento antes, vemos Norman perguntando a si mesmo o que a de errado com ele (vulgo nome do episódio). Cena bem atuada por Freddie Highmore, por sinal.
Depois de saber da arte do filho, Norma investe ainda mais no método de sedução ao delegado Zack, e é em uma dessas cenas que descobrimos que Zack pegou o cinto, e escondeu, a fim de não mostrar para os outros delegados, e que queria realmente proteger os Bates.
Mas aí a série nos pega de surpresa.
Mais pro fim do episódio, temos a mudança mais relevante na personalidade de Norman. Ele tem uma ilusão da mãe falando-lhe que é sua culpa tudo o que estava acontecendo (a direção da cena deixa bem claro que é uma ilusão); Norman fala para a mãe imaginária que tem que “pegar aquele cinto, mãe.”
Então ele parte sozinho pela rua, em direção a casa de Zack, consegue invadi-la, e temos uns bons minutos de suspense bem dirigidos, até dar-se ao ato final do episódio: Norman encontra a japonesa do caderno de desenhos escondida no porão de Zack! Sim, isso mesmo, o plot é real, e isso me fez muito feliz. Confesso que não tinha gostado de dois adolescentes procurando sobre um caso criminoso e descobrem, forçadamente, o que a polícia nunca descobriu. Mas esse plot se tornando real talvez tenha sido a melhor escolha dos produtores. E como se já não bastasse, eles não colocam Zack chegando em sua casa quando Norman está La dentro, e finalizam o episódio com um dos melhores cliffhangers que Bates Motel talvez terá.
Sem dúvida, o melhor episódio dentre esses três primeiros. O roteiro bem amarrado e sendo expandido, está muito bom de ser assistido. Sem contar que a série foi renovada, o que aumenta ainda mais a felicidade de nós, espectadores. Agora é esperar para ver o episódio quatro, e no que que vai dar essa invasão de domicílio do mini-Norman Bates, e se tudo não passa de um episódio de loucura, o que é uma hipótese das grandes.

O que há de errado comigo?”

– Norman Bates

Direção: 9,5
Roteiro: 10
Atuação: 10
Nota do Episodio: 10

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