REVIEW: Bates Motel – “Nice Town You Picked, Norma”: S01E02

Bates Motel 2

Postado por:  Yuri Hollanda

Sinopse:

Dylan imediatamente começa a causar problemas, os Bates são atraídos para os segredos em torno da White Pine Bay, Norman esta cada vez mais atraido pela mãe e Emma se aproxima de Norman

Bates Motel conseguiu fazer o que poucas séries novas conseguem: manter um segundo episódio tão bom (ou melhor) do que o piloto. O que já era ótimo, conseguiu melhorar. Vera Farmiga dá um show de atuação, Freddie Highmore melhora seu desempenho e consegue nos mostrar alguns traços do Norman Bates que estamos acostumados, novos personagens são inseridos, roteiro fluiu melhor, e novos plots parecem despontar no prelúdio de Psycho feito para a TV.

A primeira cena do episódio já nos mostra o jovem Norman Bates olhando com fixação o caderninho com mulheres sendo torturadas que achou num dos quartos do hotel. A cena que se segue é talvez a mais importante do episódio: somos apresentados a Dylan Bates, meio-irmão mais velho de Norman Bates, filho de Norma. Dylan chama a mãe pelo nome, Norma, o que incomoda ela, e ela fala para ele parar de chamá-la desse jeito, em pelo menos, 3 vezes durante o episódio, e uma delas é uma das cenas mais bem atuadas do episódio: Norma perde a cabeça com as atitudes rebeldes de Dylan e grita “Pare de me chamar de Norma, eu sou sua mãe!” e antes disso ainda diz que odeia o próprio filho. Durante essa discussão entre eles ainda somos apresentados a um novo enigma na série: Dylan questiona Norma sobre o dinheiro que ela arranjou para comprar o hotel. Ela faz aquela cara de surpresa, que não esperava a pergunta e dá a resposta que, pelo que pareceu, é uma mentira, dizendo que com a morte do marido, ficou com o dinheiro dele.
Uma cena sobre a relação do Dylan com a mãe, é uma em que Norman vê o celular do irmão chamando com o nome de “The Whore” (“A Puta”, no sentido grosseiro em português). Norman se revolta, e tem-se uma cena de luta entre os irmãos, na qual Dylan diz que Norman é totalmente manipulado pela mãe e que não deveria deixar isso acontecer.
Nesse episódio também temos a cena que dará a um dos principais plots do episódio: o pai de Bradley (uma “colega” da escola de Norman) é queimado vivo, e enquanto está queimando é colocado em um carro em movimento, passa por eles dois e bate num acostamento. Vale lembrar que existe uma tensão sexual entre Norman e Bradley que nos faz questionar se ela será a primeira vítima dele, já que Bates é um serial killer fixado em mulheres submetidas a tortura.
Nesse episódio também somos aprofundados em uma nova personagem, Emma, que já tinha sido apresentada no piloto. É aquela personagem clichê, com algum problema bizarro e intrigante, com um jeito meigo e ao mesmo tempo enigmático. Norman e Emma fazem um trabalho de escola, e Emma vai a casa de Norman. Lá, Norma interroga Emma de modo evasivo, obsessivo. Pelo que entendemos, Norma não quer o filho na companhia de outra mulher. Daí dá pra perceber um elo entre Norman e Norma, o que me faz questionar se na série irá ter uma das maiores teorias sobre o clássico: Norman era abusado sexualmente por sua mãe? Outra cena que nos faz questionar esse abuso é uma em que Norma se troca na frente de Norman e percebe que ele fica incomodado. Ela fala “Norman, por favor, eu sou sua mãe. Não tem nada de estranho nisso”.
Emma e Norman estão na casa dos Bates, fazendo o trabalho de escola; ela vê o caderno de desenhos de mulheres sendo submetidas a tortura, e mais tarde descobre ser sobre um caso real. Um caso de uma japonesa que sumiu e provavelmente é mantida em cativeiro até hoje. Eles planejam investigar isso, e um plot que não me pareceu muito bom surgiu. Acontece que eles descobrem uma plantação de maconha escondida de todos da cidade, e logo depois, descobrem que a história da japonesa desenhada do caderno realmente aconteceu!
E a série não deixa pontas soltas: os delegados não se esquecem do sumiço de Keith (o homem que Norma e Norman matam no piloto) e vão a casa dos Bates para tentar entrar, mas Norma nega o pedido, e diz que já que precisam de algo oficial para entrarem, ela não permite. Desesperada, Norma começa uma tentativa de seduzir um dos delegados, indo a um restaurante com ele e marcando um encontro numa festa da comunidade.
O episódio termina com Norma andando pela rua de carro e se deparando com mais um homem queimado, desta vez, pendurado no meio da praça pelo tornozelo, o que dá um bom desfecho para o episódio e um cliffhanger bom danado.
Vale lembrar que os títulos dos episódios de Bates Motel estão bem sugestivos. Esse é um quote de Dylan, ironizando com Norma sobre os acontecimentos sinistros da nova cidade que ela escolheu. E pra entrar como nome de episódio, tem mais coisa aí.
Roteiro bem feito, e direção muito boa. Espero que essa série mantenha o ritmo de agora, porque isso está muito bom. E pelos comentários, vejo que muita gente que não tinha gostado do piloto, gostou mais desse. Vai ver o coração de pedra de alguns fãs de Psycho estão amolecendo. Ou a série é tão boa que é impossível não dar o braço a torcer.

Pare de me chamar de Norma, eu sou sua mãe!”

– Norma Bates

Direção: 9,5
Roteiro: 10
Atuação: 9
Nota do Episodio: 10

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