REVIEW: Bates Motel – “First You Dream, Then You Die”: S01E01

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Postado por: Yuri Hollanda

Sinopse:

Norma Bates compra um motel na periferia de uma cidade idílica costeira buscando um novo começo com seu filho adolescente, o bonito e tímido Norman.

O canal A&E veio com uma proposta há mais ou menos cinco meses de produzir uma série que, eles sabiam, faria barulho: Um prelúdio do clássico do terror “Psycho” (ou “Psicose” no Brasil), mostrando a adolescência de um dos psicopatas mais famosos do cinema, Norman Bates, e a relação com a sua mãe, que no filme fica nas entrelinhas

Para interpretar o jovem Bates foi escalado o ator Freddie Highmore, e para interpretar sua mãe, Norma Bates, a talentosíssima Vera Farmiga.
Ambos não tinham grande visibilidade nessa área cinematográfica, Freddie tem um papel marcante no filme de Tim Burton “A Fantástica Fábrica De Chocolate” e em “As Crônicas de Spiderwick”. Vera Farmiga tem uma leva de filmes nas costas, mas poucos são marcantes, a maioria é do gênero terror, como “A Orfã”, mas talvez o papel mais marcante seja em “Os Infiltrados”, onde contracena com grandes nomes do cinema.
Com esse elenco o piloto foi lançado e gerou grandes comentários, e em sua maioria muito bons. Conseguiu na primeira semana uma média de 8/10 no ranking, mas com o decorrer da semana, foi abaixando para 7 e se estabilizou aí. Isso é uma nota alta para um ranking no imdb.
Vera Farmiga se mostrou a pessoa mais talentosa desse elenco inteiro, na minha opinião. A interpretação para a mãe de Norman Bates se mostrou desafiante, e ela cumpriu o requisito. Em compensação, é meio triste ver ela atuando com Freddie Highmore. O garoto não tem muita expressão (nesses três primeiros episódios não se mostrou muito talentoso). É quase como se Vera Farmiga estivesse se esforçando e ele com cara de bobo em cena. Espero que ele evolua para pelo menos manter o nível de atuação quando estiver com sua companheira talentosíssima ao seu lado.
Algumas das queixas sobre a série, é que por ser um prelúdio de Psycho, não deveria ser em tempos atuais. Não vi como um problema os personagens usarem um iPhone (claro que isso poderia ser poupado, e acho que seria melhor) mas é um tanto quanto exagerado as pessoas criticarem tanto uma coisa mínima que, creio, não irá influenciar na história. O ambiente e o figurino da série é tão retro que não vejo problema no jovem Bates escutando ipod num banco da praça.
Quanto a parte técnica, a produção trás nomes de peso. Os produtores de Lost se encarregam da nova produção da A&E, e Anthony Cipriano no roteiro (escritor da elogiada série teen “Friday Night Lights”).
No primeiro episódio, além de sermos apresentados aos Bates, já percebemos referências claras á obra original. Norma compra um motel e se muda com seu filho para lá. Mais tarde são avisados que haverá um desvio na rodovia que dá direção ao motel, e assim, terá pouca visibilidade. Já dá pra perceber a referência clara da protagonista do Psycho pegando o desvio para fora da estrada e encontrando o motel totalmente escondido?
Ao decorrer, somos apresentados á cena mais forte do episódio. O filho dos ex proprietários da casa que Norma Bates comprou vai protestar diante da casa deles para recuperar a propriedade. A série já lança umas coisas no sentido de ter uma cidade misteriosa onde os protagonistas se mudara. A atuação de Vera Farmiga já é visível nesta cena. Mais tarde, temos Norman Bates fugindo de casa para ir numa festa, deixando sua mãe sozinha em casa enquanto o filho dos proprietários ataca a casa e estupra Norma Bates. Enquanto o ato está sendo feito, Norman chega e ataca o homem e solta sua mãe. Minutos depois o homem acorda e Norma, por impulso, matá-o a facadas na frente de Norman.
A expressão de Norman nessa cena é totalmente vazia. Pra mim exigia maior esforço da parte de Freddie Highmore, mas tudo bem, podemos passar dessa vez.
Com essa cena, da a entender que Norman Bates foi influenciado pelas atitudes da sua mãe a se tornar um assassino, e começamos a entender o porque dos seus atos em Psycho.
Mais tarde, eles, obviamente, tem que esconder o corpo, e escolhem um dos quartos do hotel, na qual têm-se uma das cenas mais tensas do episódio. Norman acha um livro com desenhos de meninas sendo torturadas em cativeiro. Isso mesmo, Norman Bates começou seus distúrbios psicóticos por meio de um livro!
Mais tarde os delegados da cidade, surpreendentemente, chegam no local, e não encontram o corpo. Isso durante uma sequencia de cena excepcional que mantem a tensão e o suspense no auge, fazendo jus a obra de Hitchcock que é marcada pelo suspense a flor da pele.
No final do episódio vemos mãe e filho jogando o corpo o corpo do homem no rio.
Finalizando, Bates Motel com certeza atingiu as expectativas de muita gente. É uma pena que tanto fã de Psycho tenha se sentido ofendido com o prelúdio. Só tenho a lamentar. Minhas expectativas foram todas alcançadas, e esse piloto (eletrizante, bem atuado, ritmado e escrito) foi uma ótima introdução para a série. Espero ver Freddie Highmore evoluindo no papel de Bates, e com certeza irei me deliciar com Vera Farmiga atuando.

Nós viemos aqui para recomeçar. E eu estou recomeçando”

– Norma Bates

Direção: 10
Roteiro: 10
Atuação: 8
Nota do Episodio: 10

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